terça-feira, 1 de abril de 2014

Linhas aéreas...


Hoje amanheci meio que vago, meio que sóbrio, embebecido do cálice ébrio de minha solidão.
Fui vencido por mim mesmo e pelo meu eu. Não que eu pudesse ser mais do que eu mas o meu eu já não sou eu.
Eu sou apenas um protótipo social, deplorável, lamentável, inflexível e impiedoso, assim como quem me gerou.
Sociedade burguesa que me abusou, que tirou a minha virgindade: honestistade, pureza, humildade.
Dói em saber que não sei do que deveria saber. Sou um ser multilado e, ao mesmo tempo completo.
Meus sentimentos estão confusos assim como estas minhas palavras.
Timbra vibrante a balada que ecoa em meu interior. Silêncio pleno é meu companheiro.
Estou escrevendo sem saber porque, sem razão (talvez). Viajo nas palavras...
Tenho que pousar. Minha realidade declama minha insanidade e minha ludidez revindica minha paz.
Pousei, motores desligados. Portas abertas.

Bem-vindos!

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